Viúvo diz que grávida ficou no corredor: "vontade de atirar na minha cabeça"...
A morte da empresária Andra da Conceição Medina, 36 anos, e do filho Pedro Miguel Rodrigues, que nasceu morto no dia 5 de abril, foi detalhada pelo construtor Crenival Rodrigues Ferreira em um desabafo emocionado. Em entrevista ao programa Cidade Agora, da TV Record de Tangará da Serra, na última quinta-feira (23), ele contou o que viveu na madrugada em que buscou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. O parto de Pedro estava previsto para ser realizado no próximo domingo (26).
Segundo Crenival, o que mais o marcou foi a forma como a esposa foi tratada dentro da unidade, ao ser largada no corredor por quase quatro horas, sentido dores e sangrando. "Ela ficou no corredor, eu não consegui colocar minha esposa numa cama. Isso que machuca mais", relatou ele ao afirmar que chegou na UPA por volta de 2h30, com a mulher já em trabalho de parto e com fortes dores. "A gente chegou na UPA às duas e meia da manhã, né? Tem as imagens lá. A gente chegou na UPA, 2h30. Passamos pela triagem, que eu acho desnecessário uma mulher já em trabalho de parto ter que ficar esperando passar pela triagem", lembrou.
De acordo com o relato, o primeiro atendimento foi feito por um clínico geral, que teria acionado uma ginecologista obstetra de sobreaviso, mas ela não compareceu na UPA para avaliar a grávida. Segundo o viúvo, o médico teria dito: "doutora, a situação aqui é grave. Tô com a paciente aqui que tá em trabalho de parto. Ela respondeu, segura ela mais um pouco aí, que daqui a pouco eu vou. Ela tava em casa, né?".
A espera, segundo ele, se estendeu por horas, enquanto a esposa piorava. "Eu fiquei das 2h30 até as 6h na UPA, sem o atendimento de uma especialista", lembra. A jornalista Márcia Kappes pergunta se a esposa estava com dor. Ele responde que sim e completa informando que Andra estava sangrando.
O viúvo afirma ainda que a mulher permaneceu no corredor durante esse período. "Então, Márcia, é...








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