Professora de MT é finalista com projeto que transforma aulas em pesquisa...
Em vez de apenas aprender fórmulas e estruturas, estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), em Cuiabá, são desafiados a descobrir o que podem criar a partir do conhecimento de Química. É assim que funciona o MIPIPEQ – Democratização da Ciência Química e Protagonismo Estudantil, metodologia desenvolvida pela professora Josane Cunha, finalista da 28ª edição do Prêmio Educador Nota 10, na categoria Inovação e Tecnologia.
O projeto é aplicado nas aulas de Química Orgânica do campus Cuiabá – Bela Vista. A cada semestre, os alunos formam grupos e recebem temas relacionados ao conteúdo estudado, como fármacos, neurotransmissores, frutos do Cerrado, inseticidas naturais e biopolímeros. A partir deles, precisam pesquisar e desenvolver um produto, protótipo ou solução relacionada a questões como inclusão, saúde, sustentabilidade ou cultura.
“O mais interessante é que os estudantes começam com um conteúdo de Química e são desafiados a pensar: O que podemos criar a partir desse conhecimento e que tenha relevância para a sociedade? A partir daí surgem muitas ideias excelentes”, explica.
Cada proposta é desenvolvida durante cerca de dois a três meses. Nesse período, os estudantes pesquisam, testam ideias, fazem ajustes, produzem um resumo científico e apresentam o trabalho para a turma, enquanto Josane acompanha o processo como orientadora e mediadora.
Prêmio Educador Nota 10
A 28ª edição do Prêmio Educador Nota 10 teve mais de 3,9 mil inscrições e selecionou 12 finalistas, entre professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares. Josane é uma das finalistas na categoria Inovação e Tecnologia com o MIPIPEQ.
Os vencedores serão anunciados em 10 de novembro, durante cerimônia na Pinacoteca de São Paulo. Para Josane, a indicação representa o reconhecimento de um trabalho construído ao longo de mais de uma década dentro da escola pública e também dos estudantes que participaram da...










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