Vídeos curtos e ganchos polêmicos dominam campanhas eleitorais...
Mesmo que você não siga os políticos que concorrem a cargos públicos na eleição deste ano, deve ter visto algum dos vídeos impulsionados pelas campanhas nas redes sociais. Especialmente os curtos, que transmitem uma ideia em poucos segundos e geram engajamento a partir da divergência ou convergência dos posicionamentos ideológicos dos candidatos e dos internautas.
Para Antônio Guimarães, fundador da agência Real Oficial, especializada em produção de conteúdo para redes sociais com inteligência artificial, esse é um fenômeno que vem sendo observado em todo o mundo e não apenas no campo da política: a universalização da linguagem do TikTok.
“Não só no Mato Grosso, mas no mundo inteiro, e isso também era inevitável. Até porque a atenção das pessoas já mudou de local. Hoje em dia, a maior parte do consumo de vídeos é vertical, vídeos curtos com ganchos rápidos nos primeiros segundos de vídeo”, explica.
Um dos candidatos que criou arquivos voltados para esse tipo de engajamento foi o deputado federal José Medeiros (PL), que disputa uma cadeira no Senado. Em um deles, faz referência à crise do Supremo Tribunal Federal (STF) sem críticas diretas e sem citar os envolvidos. “E a reflexão do dia é: quem quer dá um jeito. O Alexandre queria 130 milhões e a mulher dele deu um jeito”.
A candidata a governadora Natasha Slhessarenko (PSD) protagonizou uma peça dizendo que os seus oponentes são “farinha do mesmo saco”, alerta o eleitor a “tomar cuidado” para não ser enganado pelos outros candidatos. “No fim, farinhas do mesmo saco e a mesma receita vão dar errado de novo. Se você quer mudar o resultado, ver o bolo crescer e sua família feliz, só tem uma opção e precisa ser diferente”, conclui.
O candidato à reeleição ao governo do Estado, Otaviano Pivetta (Republicanos), também usa dessa estratégia para chegar ao eleitor na internet. Um dos vídeos publicados mostra...











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