Produtor diz que só entrega documentos com ordem dos EUA...
Um dos produtores do filme "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou em um e-mail que não autorizava que documentos da empresa armazenados nos Estados Unidos fossem repassados às autoridades brasileiras sem que o pedido seja formalizado pelos mecanismos de cooperação jurídica entre os dois países.
"Conforme orientação de nossos advogados nos Estados Unidos, informo que, na minha condição de sócio majoritário da GOUP Entertainment LLC, não autorizo o encaminhamento,
Às autoridades brasileiras ou a quaisquer terceiros, de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais da empresa custodiados nos Estados Unidos sem a estrita observância do devido processo legal norte-americano", afirma Michael Davis, produtor da Go Up Entertainment LLC.
Davis, que se identifica como sócio majoritário da GO UP Entertainment LLC, enviou a mensagem à produtora Karina Ferreira da Gama no dia 2 de setembro de 2026, após ela receber um ofício da Polícia Federal solicitando informações para a investigação.
O filme "Dark Horse" ganhou notoriedade após a divulgação, pelo site Intercept Brasil, de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em que o filho do ex-presidente solicita recursos para financiar a produção cinematográfica.
Segundo Davis, pedidos de autoridades brasileiras deveriam ser feitos por canais de cooperação jurídica internacional e atendidos apenas mediante ordem de um juiz dos EUA.
"Solicito, portanto, que nenhum documento da GOUP Entertainment LLC seja compartilhado, enviado ou apresentado sem a prévia validação desses requisitos por nossos advogados nos EUA".
“Eventuais requisições de autoridades brasileiras que envolvam documentos ou dados sob jurisdição americana devem ser formalizadas exclusivamente pelos canais diplomáticos e de cooperação jurídica internacional competentes, incluindo, quando aplicável, carta rogatória ou pedido de assistência...







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