Seja bem-vindo
,08/09/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

EMPRESÁRIA ASSASSINADA - Advogado divulga vídeo e contesta tese de surto: “Foi escolha”

Polícia Gleici foi assassinada pelo marido, Daniel Frasson, em Lucas do Rio Verde, em junho de 2025


EMPRESÁRIA ASSASSINADA - Advogado divulga vídeo e contesta tese de surto: “Foi escolha”
Publicidade

O advogado Rodrigo Pouso Miranda, que representa a família da empresária Gleici Keli Geraldo, divulgou no último domingo, 6, trechos de imagens de câmeras de segurança da residência onde ela foi morta a facadas pelo marido, o engenheiro agrônomo Daniel Frasson, em Lucas do Rio Verde.

Na publicação, feita no Instagram, Pouso contesta a tese de que Daniel teria cometido o crime durante um suposto surto e afirma que as gravações registraram conflitos anteriores, ameaças e comportamentos que, na avaliação dele, indicariam planejamento do assassinato.

“Quem viu as imagens já sabe. Não foi loucura. Foi plano. [...] As câmeras registraram tudo. Não foi surto. Foi escolha”,

escreveu.

Gleici tinha 42 anos e foi morta com 21 golpes de faca enquanto dormia, em 24 de junho de 2025. Na mesma ocasião, a filha do casal, então com 7 anos, também foi atacada e atingida por oito facadas. A menina sobreviveu após ser socorrida.

Segundo Pouso, as câmeras registraram, nos dias que antecederam o crime, uma série de discussões entre o casal, principalmente relacionadas a questões financeiras.

Entre os assuntos citados pelo advogado estão uma botina, uma antena Starlink e uma quantia de R$ 2,2 mil.

Em um dos trechos destacados na publicação, Gleici aparece dizendo:

“Dani, pelo amor de Deus”.

Em outro momento, conforme Pouso, ela teria afirmado:

“Já chega de trauma”.

O advogado também afirmou que, dois dias antes do assassinato, Daniel teria ameaçado matar Gleici e a filha. Segundo ele, uma irmã do acusado chegou a enviar uma mensagem alertando a cabeleireira e orientando-a a esconder as facas da residência.

A publicação também aborda a disputa judicial em torno da condição mental de Daniel, que está internado no Centro Psicossocial de Cuiabá.
Segundo Pouso, após o crime, familiares do acusado conseguiram sua interdição. Conforme o advogado, a internação já teria custado mais de R$200 mil aos cofres públicos. Posteriormente, Daniel teria reivindicado, no processo de inventário, metade dos bens e dos aluguéis deixados por Gleici.

A defesa sustenta que o acusado não tinha consciência de seus atos no momento do crime. A conclusão pericial, no entanto, foi contestada pelo Ministério Público e pela família da vítima.

Ainda conforme Pouso, a homologação do laudo foi anulada e uma junta formada por três peritos realizou uma nova avaliação. Caberá à Justiça definir a condição mental do acusado e os efeitos dessa conclusão sobre o processo.
 






COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.