TCE manda investigar sobrepreço em evento de MT que recebeu R$ 2 milhões
Auditoria vai apurar gastos da 39ª Expoleste, em Barra do Garças, além de verificar receitas com camarotes, patrocínios e contratos firmados para o evento.
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a realização de uma auditoria para investigar possíveis irregularidades na aplicação de R$ 2 milhões repassados pelo Governo do Estado ao Sindicato Rural de Barra do Garças para a realização da 39ª Expoleste, ocorrida entre os dias 11 e 14 de setembro de 2024.
A apuração surgiu a partir de uma representação feita pela área técnica do próprio TCE-MT, que analisou a execução do acordo firmado entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e o sindicato. Diante de dúvidas sobre parte dos gastos e das receitas geradas pelo evento, o Ministério Público de Contas recomendou o aprofundamento da investigação.
Entre os principais pontos está um valor de R$ 203,3 mil, que chamou a atenção dos técnicos por uma possível diferença acima dos preços praticados no mercado. Segundo o processo, porém, ainda será necessário aprofundar a comparação com outros fornecedores para confirmar se houve, de fato, sobrepreço ou superfaturamento.
Outro ponto sob análise envolve R$ 636,7 mil em receitas comerciais relacionadas à Expoleste. O TCE-MT quer esclarecer quanto foi efetivamente arrecadado, como o dinheiro foi utilizado e qual a relação desses valores com o acordo firmado com o Estado.
O conselheiro José Carlos Novelli, relator do caso, determinou que a auditoria detalhe como os R$ 2 milhões públicos foram utilizados, além de verificar os preços dos serviços contratados e possíveis conflitos ou sobreposição entre contratos firmados para a organização do evento.
Também deverá ser investigada a movimentação financeira relacionada a camarotes e patrocínios, já que, segundo o processo, o rastreamento dessas receitas ainda não está completo.
A nova apuração também deverá apontar, caso sejam confirmadas irregularidades, quem foi responsável por cada eventual problema, quais benefícios foram obtidos e qual seria o prejuízo causado aos cofres públicos.
Até o momento, a decisão do TCE-MT trata de pontos que ainda precisam ser esclarecidos pela auditoria e não representa uma conclusão definitiva de que houve desvio ou superfaturamento dos recursos públicos.











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