Júri da "Loira da 12" e filho médico é transferido de cidade em MT...
O juiz Guilherme Leite Roriz, da Primeira Vara de Peixoto de Azevedo, determinou o envio dos autos da ação penal contra a empresária Inês Gemilaki, e o filho dela, o médico Bruno Gemilaki Dal Poz, para Sinop (500 km de Cuiabá). Os dois foram autores de um ataque a tiros praticado, em Peixoto de Azevedo, em abril de 2024, que resultou na morte de dois idosos, em um caso que causou repercussão nacional.
Os dois são acusados de matar os idosos Pilso Pereira da Cruz, de 69 anos, e Rui Luiz Bogo, de 81 anos, e de tentar matar o padre José Roberto Domingos, de 45 anos, e Erneci Afonso Lavall, dono da residência invadida, por motivo fútil e utilizando-se de recurso que dificultou a defesa das vítimas. De acordo com a denúncia, o trio invadiu a residência e efetuou diversos disparos de arma de fogo na casa, onde ocorria uma confraternização.
Conforme o relatório de investigação policial e demais elementos apurados, a motivação do crime foi uma dívida de Inês Gemilaki com a vítima Ernecir, originada de um contrato de locação. Ela havia residido em um imóvel de propriedade da vítima, o que resultou em uma ação de cobrança.
A medida se deu após um recurso proposto por Bruno Gemilaki Dal Poz, que pedia o deslocamento da competência para o julgamento perante o Tribunal do Júri de Peixoto de Azevedo para Sinop ou uma outra localidade. A defesa alegou que o fato de um padre ter sido baleado no atentado, e por se tratar de um pequeno município, os jurados não seriam capazes de analisar o contexto de forma coesa.
Em julho, os desembargadores da Turma de Câmaras Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça (TJMT) acataram a tese da defesa. À ocasião, os magistrados entenderam que não poderia haver um julgamento “imparcial” em razão dos membros do júri, que seria formado por cidadãos de Peixoto de Azevedo, já estarem “contaminados” com uma opinião formada sobre o caso.
Após a publicação do acórdão, o juiz Guilherme Leite Roriz, da...











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