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,15/06/2026

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Investigação da Polícia Civil leva assassino ao banco dos réus e garante condenação superior a 30 anos de prisão*

Investigação da Polícia Civil leva assassino ao banco dos réus e garante condenação superior a 30 anos de prisão*


Investigação da Polícia Civil leva assassino ao banco dos réus e garante condenação superior a 30 anos de prisão*


_Autor de crime ocorrido em 2025 é sentenciado a mais de 30 anos de prisão após julgamento pelo Tribunal do Júri_


A condenação de um homem a mais de 30 anos de prisão pelo homicídio de um morador de Araguaiana é resultado do trabalho investigativo desenvolvido pela Polícia Civil desde a ocorrência do crime, registrada na noite de 3 de agosto de 2025.


Na ocasião, por volta das 22h30, equipes da Polícia Civil foram acionadas pela Polícia Militar para atender uma ocorrência de morte suspeita em uma residência no bairro Jardim Paraíso, onde um homem de 61 anos foi encontrado sem vida. Inicialmente, o óbito havia sido tratado como morte natural, inclusive após avaliação preliminar do médico plantonista. Entretanto, familiares da vítima identificaram lesões no rosto, arranhões nos braços e outros indícios compatíveis com agressões, além de encontrarem um relógio danificado no local, circunstâncias que motivaram o acionamento das forças policiais.


No imóvel, um homem de 40 anos relatou que consumia bebida alcoólica com a vítima e que teria se ausentado por alguns minutos, afirmando que, ao retornar, a encontrou já sem sinais vitais.


As equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil iniciaram imediatamente as diligências e localizaram uma testemunha que relatou ter ouvido uma discussão entre o suspeito e a vítima horas antes do fato, motivada pelo suposto furto de um aparelho celular. Em seguida, a testemunha afirmou ter escutado novas ameaças, intensos barulhos de agressões, uma forte pancada e gritos de dor, que cessaram logo depois.


No decorrer das investigações, os elementos de prova reunidos apontaram que a vítima foi amarrada pelo investigado, permanecendo imobilizada enquanto era submetida a sucessivas agressões físicas, sob a exigência de que revelasse o paradeiro do aparelho celular. Os laudos periciais constataram que a vítima sofreu múltiplas lesões, incluindo fraturas em três costelas e perfuração pulmonar causada pelos golpes desferidos na região do tórax e abdômen, lesões que foram determinantes para sua morte.


Diante dos elementos apurados no local, o suspeito, que negou as acusações, foi preso em flagrante e apresentado à autoridade policial, que realizou sua autuação. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para os exames periciais necessários, que subsidiaram a investigação.


O caso causou grande repercussão no município de Araguaiana. Durante a investigação, a Polícia Civil reuniu provas técnicas e testemunhais que sustentaram a responsabilização criminal do autor, mantendo sua prisão ao longo da instrução processual.


O julgamento pelo Tribunal do Júri foi realizado em 28 de maio de 2026, menos de um ano após o crime. Com base nas provas produzidas durante a investigação e na instrução processual, o Ministério Público sustentou a acusação por homicídio triplamente qualificado, tese acolhida pelo Conselho de Sentença. Ao final, o réu foi condenado a mais de 30 anos de reclusão.




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