Grupo do agro que deve R$ 21,4 mi fica "blindado" de cobranças...
O juiz da 1ª Vara Cível de Cuiabá, Marcio Aparecido Guedes, estendeu o chamado stay period (blindagem) do Grupo Mazuy, que atua no cultivo de commodities e também no ramo de transportes, movendo uma processo de recuperação judicial com dívidas de R$ 21,4 milhões. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (6).
A chamada “blindagem” consiste num benefício concedido a empresas, que por até 360 dias a partir do início da recuperação judicial, fica livre de cobranças das dívidas arroladas nos autos (créditos concursais).
Marcio Aparecido Guedes atendeu ao pedido do Grupo Mazuy pela extensão do período de blindagem, que inicialmente é de 180 dias e pode ser prorrogado por igual período caso o processo de recuperação judicial não avance de forma regular.
“A devedora vem atuando com diligência e comprometimento no curso do presente processo recuperacional, adotando providências concretas, coordenadas e compatíveis com o objetivo de superar a crise econômico-financeira enfrentada, promover a reestruturação de suas obrigações e preservar os elementos essenciais à continuidade de suas atividades empresariais”, admitiu o magistrado.
No processo, o Grupo Mazuy - que segundo a Receita Federal cultiva arroz, milho, algodão, cana-de-açúcar, soja e gado leiteiro, além de atuar no setor de transportes -, conta que sofreu com uma queda de produtividade no campo de mais de 50%. A operação da organização se concentra em Vila Bela da Santíssima Trindade (530 Km de Cuiabá).
“A sucessiva frustração das safras comprometeu a renda familiar e a sustentabilidade do empreendimento, fazendo com que a produção real se reduzisse a níveis críticos, inferiores a 30 sacas por hectare, quando o esperado, com base em parâmetros técnicos, era superar 70 sacas por hectare”, diz trecho do processo.
O plano de recuperação judicial - a proposta da empresa para pagamento das dívidas com os credores, com eventuais prazos e descontos -,...








COMENTÃRIOS