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,02/09/2026

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PL abre processo para expulsar prefeitos que desafiaram a direção estadual e apoiaram Pivetta

Presidente da sigla em MT diz que gestores terão direito à defesa, mas já iniciou levantamento contra aliados que ignoraram orientação partidária e declararam apoio à reeleição do governador.


PL abre processo para expulsar prefeitos que desafiaram a direção estadual e apoiaram Pivetta
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Ari Miranda

Única News


O presidente estadual do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, confirmou nesta quarta-feira (2) que abrirá procedimento para expulsar os prefeitos da sigla que declararam apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), ignorando a candidatura do senador e correligionário, Wellington Fagundes, ao Governo Estadual.

Estão na mira do partido os prefeitos Flávia Moretti, de Várzea Grande; Cláudio Ferreira, de Rondonópolis (218 Km de Cuiabá) e Sérgio Machnic, de Primavera do Leste (a 242 Km da Capital). Os três contrariaram a decisão partidária e manifestaram publicamente apoio à continuidade de Pivetta no comando do Palácio Paiaguás.

Em conversa com a imprensa, o dirigente partidário classificou como covardia o ato dos três gestores, que segundo ele, não o procuraram para conversar e anunciarem o apoio ao principal adversário do grupo na disputa majoritária estadual deste ano.

“Nós tivemos prefeitos de várias cidades que declararam apoio a um outro candidato. Eu não acho ruim a pessoa se posicionar, só acho ruim a pessoa não ter a hombridade de chegar no partido e falar: olha, vou me afastar, desfiliar e vou apoiar outro candidato”, afirmou Ananias.

A decisão endurece ainda mais a crise interna enfrentada pelo PL em Mato Grosso.

Conforme publicado anteriormente pelo Única News, Ananias já havia prometido instaurar procedimentos contra prefeitos e vereadores da sigla que declarassem apoio a Pivetta ou qualquer outro candidato em detrimento ao candidato do partido, Wellington Fagundes.

Um dos prefeitos que pediu seu desligamento do grupo Liberal em MT foi Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis (402 Km de Cuiabá), que declarou apoio à candidatura de Otaviano Pivetta em meados de Agosto e, se antecipando ao que poderia acontecer, pediu sua desfiliação da sigla dias depois, afirmando que não se sentia à vontade para permanecer no partido enquanto defende um projeto diferente daquele adotado pela legenda.

Para Ananias, os prefeitos eleitos pela estrutura partido têm uma responsabilidade com a legenda, especialmente diante da estrutura e dos recursos recebidos do fundo partidário durante a campanha de 2024.

“Eu vejo desta forma porque quem usa o partido pode até discordar do rumo que o partido está dando, mas usar toda a estrutura do partido, recursos públicos destinados para os partidos, deveria ter a integridade e falar: ‘tive essa estrutura, apoiamento e agora vou retribuir’. Mas cada um responde por seus atos”, ponderou.

Nas eleições municipais de 2024, Flávia Moretti recebeu pouco mais de R$ 2,3 milhões provenientes das direções nacional, estadual e municipal do PL para derrotar o então prefeito Kalil Baracat (MDB), em Várzea Grande. Cláudio Ferreira recebeu cerca de R$ 2,4 milhões para vencer Thiago Silva (MDB), em Rondonópolis.

Sérgio Machnic, por sua vez, contou com aproximadamente R$ 1,2 milhão do fundo eleitoral em sua campanha à Prefeitura de Primavera do Leste. Edilson Piaia, foi o que menos recebeu recursos do fundo partidário, obtendo apenas cerca de R$ 180 mil.

Apesar do tom de cobrança, Ananias afirmou que os prefeitos terão direito à ampla defesa e ao contraditório durante os procedimentos internos.

“Quem já declarou apoio, eu estou bem tranquilo com eles, não tenho problema de conversar. Estou fazendo o levantamento, abrindo o procedimento, dar o direito de ampla defesa, que é normal, e nesses 30, 40, 60 dias se resolve”, pontuou.




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