STJ cita "risco de tragédia" e mantém prisão de corretor em MT...
O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve a prisão preventiva do corretor de imóveis Bruno Pianesso Silva de Oliveira, acusado de tentar matar a ex-companheira a tiros em Sorriso. O ministro apontou “risco concreto” à ordem pública e destacou a gravidade do caso para negar o pedido de soltura do acusado. O despacho é desta sexta-feira (8).
Bruno responde por tentativa de feminicídio contra a companheira e tentativa de homicídio qualificado contra o enteado de 7 anos. O caso aconteceu no bairro Taiamã, em março deste ano, depois que a vítima comunicou o fim do relacionamento.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado (MPMT), o corretor ficou inconformado com a separação, ameaçou a mulher de morte e, horas depois, tentou impedir que ela deixasse a casa com os dois filhos. Conforme o processo, a vítima já saía de carro quando Bruno apareceu armado com uma pistola, mandou que ela voltasse para dentro da residência e, ao perceber que a mulher tentava fugir, disparou várias vezes contra o veículo.
Um dos tiros atingiu a vítima no tórax. Mesmo ferida, ela conseguiu dirigir até uma unidade de pronto atendimento, onde recebeu socorro médico.
“O recorrente, inconformado com o término do relacionamento, proferiu ameaças contra a companheira e, quando ela tentou deixar a residência com os filhos, retirou à força a criança de seu colo, efetuou diversos disparos contra o automóvel por ela conduzido e a perseguiu pelas vias públicas, atingindo-a com projétil na região do tórax”, diz trecho da decisão.
A defesa alegou ao STJ que Bruno se apresentou espontaneamente à polícia, entregou a arma usada no crime e que a vítima já teria mudado de cidade, o que reduziria o risco de contato. Também pediu que a prisão fosse substituída por medidas cautelares, como tornozeleira eletrônica e proibição de aproximação.
O ministro, porém, rejeitou os argumentos e afirmou que a prisão segue necessária...









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