Maysa diz que "é preciso votar em quem defende mulher"...
A vice-presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, a vereadora Maysa Leão (Republicanos), afirmou que o voto feminino precisa ir além da identificação de gênero e considerar o compromisso real com a defesa das mulheres. Durante fala em um evento voltado ao combate à violência de gênero, na última semana, a parlamentar destacou que a ampliação da presença na política depende de escolhas conscientes do eleitorado.
Conforme a vereadora, antes do voto, é preciso que o eleitorado conheça a biografia do candidato e suas bandeiras. Às vezes, diante da falta de análise de posicionamentos, atuações e prioridades políticas, votos ficam sem pautas reforçando que nem toda mulher eleita necessariamente defende temas voltadas às mulheres.
“Não basta votar em mulher. É preciso estudar aquela candidata, olhar a biografia, entender o que ela defende. Quando pedimos para votar em mulheres, não é um discurso contra os homens. O que queremos é equilíbrio. Mas é importante votar em mulheres que se coloquem na trincheira para defender mulheres. A mulher que defende essas pautas muitas vezes é chamada de chata, de louca, de histérica. Mas defender mulher é uma guerra, e é assim que a gente começa a mudar essa realidade”, disse.
A vereadora também criticou a baixa presença de mulheres nos espaços de poder e lembrou que a participação feminina nas chapas eleitorais ainda ocorre, em grande parte, por exigência legal. Maysa relatou que a presença feminina tem provocado mudanças na forma tradicional como decisões políticas eram tomadas.
“Por que a gente tem 30% de mulheres nas chapas? Porque é obrigatório. Os homens não nos querem na política. O ‘rolê’ da política era decidido no churrasco, na pescaria, no happy hour. Não era em reunião formal. A mulherada chegou para estragar o rolê, porque agora precisa ter reunião, debate e formalidade”, afirmou.
Mesmo representando 51% do eleitorado de Mato Grosso, com cerca de 1,3...








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